Acupuntura Veterinária

 

Olá estamos aqui mais uma vez pra falar de mais um assunto que além de despertar muita curiosidade no meio médico veterinário está em evidencia e intensamente discutido, dessa vez saberemos um pouco como funciona a acupuntura na medicina veterinária e isso tudo relacionada à sua aplicabilidade a eqüinos principalmente atletas. E aproveitando que dessa vez falaremos de eqüinos faremos um adendo na parte final sobre os andamentos desses animais, motivo pelo qual recebi alguns e-mails pedindo que fosse falado isso no blog, claro que não entrarei em maiores detalhes apenas postarei aqui um resumo geral sobre 4 classificações básicas de andamento eqüino: passo, trote, cânter e galope.

 

Do que se trata?

Os primeiros relatos da Acupuntura Veterinária foram encontrados por volta de 1600 – 1100 a.C. Nesta época somente os animais que trabalhavam para população eram tratados com acupuntura, por isso, as referências mais antigas e detalhadas eram de eqüinos de montaria e búfalos d’água que trabalhavam na agricultura. Os relatos de acupuntura em cães e gatos apareceram somente em 1826 d.C. na França.

A Acupuntura é uma arte milenar de cura que entende o ser vivo em sua totalidade. Seus fundamentos baseiam-se na Medicina Tradicional Chinesa, a qual compreende a doença ou enfermidade, como manifestação de um desequilíbrio. Para a Medicina Tradicional Chinesa, as desordens surgem e se instalam quando o corpo não está devidamente equilibrado, a idéia do equilíbrio ou harmonia, é a chave para esta forma de tratamento. Sua ação é através de estímulos de pontos reflexos específicos, distribuídos em todo o corpo objetivando reverter, curar e prevenir estados patológicos nos animais, principalmente através da utilização de agulhas, bem como ser uma ciência direcionada à manutenção do equilíbrio e do bem estar dos animais.

 

Diagnóstico

Desta forma podemos observar que a base da Acupuntura tanto para animais como para humanos é a mesma, porém existem particularidades que diferem principalmente na realização do Diagnóstico Tradicional Chinês e na localização dos pontos.

Como primeiro exemplo podemos considerar o ponto denominado Bai Hui, que nos animais localiza-se entre a última vértebra lombar e a primeira vértebra sacral; no humano este ponto localiza-se no crânio. No que se refere ao Diagnóstico Tradicional Chinês para animais as diferenças são maiores, pois não existem parâmetros de coloração de face, nível de atividade mental, forma e coloração de lábios entre outros.

Nos eqüinos, falaremos brevemente, dedicaremos um espaço especial para falar destes, o diagnóstico baseia-se principalmente na palpação de pontos Shu e Mu (pontos diagnósticos), observação de pele, pêlo, língua, estado corpóreo, atitudes entre outros. Nos animais de companhia (cães e gatos) o Diagnóstico Tradicional Chinês é mais complexo no que se refere ao inquérito feito ao proprietário. Devemos saber sobre preferência de temperatura, superfície (dura ou macia), humor, comportamento, freqüência e altura da vocalização (latido / miado) entre outras.

 

 Aplicabilidade

Ao contrário do que muitos pensam, a introdução das finas agulhas de Acupuntura não causa dor. Existe sim a “sensação da Acupuntura” chamada: De Qi. Esta sensação, que pode ser relatada por humanos que se tratam com a Acupuntura, é sentida como compressão, beliscos suaves, calor e ou formigamento no local que está sendo estimulado, de acordo com a sensibilidade de cada paciente. Nos animais esta sensação é percebida com movimentos de orelha, pequenas contrações musculares, movimentos de cabeça, emissão de sons, tentativa de morder entre outras reações que varia de acordo com a sensibilidade de cada paciente.

Esta terapia é uma ciência e método terapêutico e, pode ser utilizada em conjunto, por exemplo, com a alopatia, homeopatia, fitoterapia, e deve ser realizada sempre por um médico veterinário acupunturista. 

O número de agulhas introduzidas por tratamento pode ser de um até vinte e o tempo de permanência varia de acordo com as patologias e objetivos do veterinário acupunturista podendo ser desde a simples punção e retirada, até a permanência de trinta minutos.

Com a evolução da relação construída entre os seres humanos e os animais de companhia os cães e gatos desenvolveram uma importância inquestionável dentro do convívio familiar. A busca por métodos de terapias e tratamentos que possam amenizar, prevenir e curar condições patológicas tem sido cada vez maior.Com isso a Acupuntura entre outras formas de tratamento vem sendo difundida cada vez mais entre os clínicos e proprietários.

Eqüinos

A acupuntura em eqüinos é utilizada principalmente em cavalos atletas tanto para tratar problemas como para prevenir novas lesões. Os cavalos atletas estão susceptíveis á muitas lesões crônicas que cursam ou não com dor e/ou claudicação (manqueira).Sendo assim a acupuntura mostra-se como um recurso terapêutico importante, juntamente coma fisioterapia no alivio destas enfermidades. De forma geral, podemos indicar a acupuntura como tratamento primário ou adjuvante de problemas do sistema locomotor (ósseo, muscular, articular, tendíneo e ligamentoso) que são a grande maioria das alterações que se encontra em eqüinos atletas.

 

Além das alterações citadas, freqüentemente indica-se a acupuntura como tratamento adjuvante das seguintes patologias:

- MEP (mieloencefalomielite protozoária eqüina)
- babesioses
- lombalgias
- doenças que cursam com um sistema imunológico deficiente
- problemas crônicos de pele
- insuficiência renal /hepática
- distúrbios hormonais
- problemas reprodutivos como anestro, baixa fertilidade, etc
- alterações de comportamento
- quedas de perfomance
- outros

Pontos de diagnóstico no eqüino

Além da utilização da acupuntura como recurso terapêutico, ela também pode ser usada para diagnosticar muitas lesões. Isto acontece porque existem pontos de acupuntura que quando palpados indicam alterações em muitos órgãos ou sistemas. Por exemplo, existem pontos diagnósticos que são indicativos de lesões no boleto, cascos, quartela, jarrete e assim por diante. Este recurso é muito importante, porque á através dele que se consegue, muitas vezes prevenir lesões que ainda estão por vir ou que o animal ainda não mostrou sintoma físico.

Quando se associa a acupuntura em eqüinos a outras terapias complementares como a fisioterapia, a homeopatia e a fitoterapia, além de um programa adequado de treinamento, os resultados costumam ser excelentes.

Até mais amigos qualquer dúvida sobre este tema e outros tentarei esclarecer, abraços a todos!!!!

 

Andamentos

Como prometido falaremos brevemente sobre os tipos básicos de andamento eqüino

 

 

O PASSO - o passo é o andamento natural, a quatro tempos, marcado pela progressão sucessiva de cada par lateral de pés. Quando a marcha começa com a perna posterior esquerda, a sequência é a seguinte: posterior esquerda, dianteira esquerda, posterior direita, anterior direita. No passo calmo, os pés de trás tocam o solo adiante das pegadas feitas pelos pés da frente. No passo ordinário, os passos são mais curtos e mais elevados, e os pés de trás tocam o solo atrás das pegadas dos pés dianteiros. No alongamento, os pés de trás tocam o chão antes das impressões dos pés da frente. No livre, todo o esquema é prolongado.

 

 

O TROTE - O trote é o andamento simétrico, a dois tempos em que um par diagonal de pernas toca o solo simultaneamente e, depois de um momento de suspensão, o cavalo salta apoiado no outro par diagonal. Por exemplo: no primeiro tempo, o pé anterior esquerdo e o pé posterios direito pousam no solo juntos (diagonal esquerda). No segundo tempo, o pé dianteiro e o pé traseiro esquerdo pisam juntos (diagonal direita). No trote, o joelho jamais avança à frente de uma linha imaginária perpendicular tirada do topo da cabeça do animal até o solo. As estilizações supremas do trote são o piaffer, em que o cavalo, sem avançar, fica batendo no chão, alternamente, com os pés dianteiros; a passagem em que ele se desloca para o lado, trocando os pés, sem avançar.

 

O CÂNTER - O Cânter (do inglês canter - andar a meio galope) é um andamento a três tempos, em que o cavalo avança com a perna dianteira direita quando gira para a direita e vice-versa. Quando o cavalo tenta virar para a esquerda avançando com a perna dianteira direita, portanto, a do lado de fora no mvimento, esse avanço é chamado um " avanço falso" ou cânter com a perna errada. A seqüência de pisadas que dão as três batidas rítmicas no chão são, quando o movimento se inicia com a perna dianteira direita: posterior equerda, esquerda diagnol (em que as pernas dianteiras direita e traseira esquerda, tocam o solo simultaneamente) e, por fim, perna dianteira direita - dita "de guia".

 

 

O GALOPE - O galope é o mais rápido dos quatro andamentos naturais. Descrito habitualmente como uma andamento a quatro tempos, sofre variações na seqüência de acordo com a velocidade. Com a perna dianteira direita na liderança, a seqüência de pisadas é a seguinte: posterior esquerda, posterior direita, dianteira esquerda, dianteira direita, ao que se segue um período de suspensão total, em que todos os pés estão no ar. Um puro-sangue inglês galopa a 48 km/h ou mais. O pé mais avançado toca no chão em linha com o nariz, mesmo que, estirada a perna ao máximo, o pé fique no ar à frente dessa linha.

Acidentes ofídicos

Os ofídios mais frequentemente chamados de serpentes ou cobras são animais potencialmente importantes quanto se fala se acidentes com animais peçonhentos. É muito desagradável quando tem os uma emergência com os nossos animais em casa  e não sabemos como tomar os primeiros socorros, a aflição é evidente nessas horas. No Brasil temos por volta de 70 espécies diferentes de cobras venenosas, porém apenas algumas têm importância em termos de acidentes são elas: cascavéis, jararacas, corais e surucucus. Todos nós sabemos do peculiar comportamento curioso dos cães e essa é a principal causa dos freqüentes acidentes, isso ocorre quando o animal tenta cheirar a cobra, as regiões mais atingidas por picadas são: focinho, pescoço e peito. É rara a ocorrência em gatos. É importante que se tenha noção do tipo de cobra que picou o animal e para isso devem-se observar os  sintomas que cada picada provoca.

 

Como identificar se o animal foi picado?

Os sinais de uma picada de cobra são bem evidentes. A picada geralmente é muito dolorosa, o local afetado pela mordida pode apresentar as marcas das presas da cobra, mesmo que muitas vezes os pelos possam atrapalhar a visualização da picada, com isso a região deve apresentar inchaço intenso e a região arroxeada, os pelos nessa região podem descolar. A quantidade de veneno injetado pela serpente é variável, mas nem todas grandes quantidades, por isso os sintomas variam desde leves até graves. De todas as regiões, o pescoço apresenta importância significativa, uma vez que um inchaço nesta região pode dificultar a respiração.

Primeiros socorros!!!

No momento da picada o mais importante é que o proprietário ou a pessoa que identificou estejam calmos, o animal já deve estar bastante estressado com essa situação. Independente do tipo de cobra que o tenha picado o tratamento de emergência é o mesmo. É importante também que se mantenha o animal calmo e não deixe que ele se movimente muito, já que o veneno está no sangue é importante manter a circulação sangüínea o mais normal possível. É importante que se encaminhe o animal para o Veterinário o mais rápido possível para que ele receba o soro específico, que é o único método eficaz de combater o envenenamento. Pode ser colocado um saco plástico com gelo sobre o local da picada, na tentativa de conter o inchaço, até chegar ao veterinário. Isso nem sempre é possível devido à dor na região. Se o animal entrar em choque, mantenha-o aquecido. Se o seu cão está numa região onde é freqüente o aparecimento de cobras, converse com o seu veterinário e procure ter estocado em geladeira o soro específico para uso em animais (veterinário). O soro deve ser aplicado assim que for possível. Em casos de sintomas mais leves, a aplicação é subcutânea. Em casos graves, ela deve ser feita por via endovenosa (na veia). Informe-se com o veterinário da região para que ele lhe oriente como aplicar o soro e em caso de emergência.

 

O que não deve ser feito?

 Não corte o local da picada: O veneno da jararaca, por exemplo, causa hemorragia; se você cortar o local, o sangramento se agravará;

 Não faça torniquete: até pouco tempo, o torniquete era usado para evitar que o veneno se difundisse para o resto do corpo. Porém, fazendo o torniquete, a alta concentração de veneno no local da picada pode causar gangrena. Assim, NÃO se deve fazer torniquete, seja em humanos ou animais, sob o risco de gangrena no local da picada ou até a perda do membro;

 Não coloque remédios caseiros sobre a picada (terra, fumo, etc.), isso só possibilitará a infecção do local e pode irritar ainda mais o ferimento.

Como saber qual o tipo de cobra picou o animal?

Mesmo visualizando a cobra, para o leigo fica difícil a identificação. Mas por algumas características próprias e os sintomas, isso fica mais simples.

 

JARARACA: responsável por quase 90,5% dos acidentes com cobras em humanos. Existem várias espécies que vivem em ambientes diferentes em todas as regiões do Brasil. Alcançam no máximo 2 metros.

- Sintomas do envenenamento: dor, inchaço muito evidente, manchas arroxeadas na pele e sangramento no local. Pode aparecer sangue na urina.
- Complicações: pode ocorrer gangrena, bolhas ou abscesso no local da picada; insuficiência renal aguda.

 

CASCAVEL: responsável por quase 7,7% dos acidentes no homem. Chegam a medir 1,8 metros. Possui chocalho na ponta do rabo.

- Sintomas do envenenamento: (até 3 horas após o acidente) sinais neurológicos. O veneno causa alterações na visão (o animal pode andar como se estivesse tonto), dor muscular e urina avermelhada que irá se tornando mais escura com o passar do tempo.
- Complicações: insuficiência renal.

 

SURUCUCU: responsável por quase 1,4% das picadas. É uma cobra grande que chega a medir 4,5 metros. É mais comum na região amazônica.

- Sintomas do envenenamento: inchaço no local, diarréia, vômito e sangramento.

 

CORAL: responsáveis por menos de 0,4% dos acidentes. É difícil diferenciar as corais verdadeiras das falsas, não venenosas. Vivem escondidas em tocas e aparecem em inundações. O veneno é muito potente e pode matar em minutos.

- Sintomas do envenenamento: sinais neurológicos como dificuldade de abrir os olhos, falta de ar, dificuldade em engolir, insuficiência respiratória aguda.

Para saber mais sobre acidentes com cobras, visite o Instituto Butantã: http://www.butantan.gov.br

Que tipo de soro usar?

Em animais, utiliza-se o soro polivalente veterinário, que neutraliza os venenos de jararaca, cascavel e surucucu. A quantidade de soro usada vai depender da gravidade do envenenamento. O uso de antibióticos se faz necessário, para evitar infecções secundárias, assim como anti-inflamatórios para diminuir a dor e inchaço, e anti-hemorrágicos.

Tanto o animal como o ser humano pode sobreviver a um acidente com cobras, desde que medicados à tempo. Ninguém se torna imune ao veneno após ser picado e sobreviver, ou após receber o soro.

Evite as cobras - a limpeza é muito importante!

Combata os ratos, pois as cobras alimentam-se deles. Mantenha sempre limpos os terrenos, quintais e plantações. Deixe o lixo fora da propriedade. Coloque os sacos de ração em locais altos ou em recipientes bem fechados.

Equilíbrio Ecológico

Preserve os predadores. Emas, gansos, seriemas, gaviões, gambás e a cobra Muçurana são os predadores naturais das cobras venenosas. Conserve o meio ambiente. Desmatamentos e queimadas devem ser evitados. Além de destruir a natureza, provocam mudanças de hábitos dos animais, que se refugiam em paióis, celeiros ou mesmo dentro das casas.

 

Fonte: Instituto Butantã

        

Verão animal.

 

Mais uma vez nós estamos aqui pra dar algumas dicas de como cuidar do seu animal nesse verão, repetindo a dose do ano passado espero que essas dicas sejam muito proveitosas esse ano também. É, e agora o verão chega com toda a força, a previsão é para um dos verões mais quentes dos últimos tempos e por isso temos que tomar alguns cuidados com os nossos amigos peludos. Só pra tentar ter uma idéia de como o animal se sente nessa época do ano; Pense você com um calor desses usando um casaco de pele, não deve ser nada bom, por isso se faz necessário tomar alguns cuidados com todos os pets que temos em nossas casas, esses cuidados se estendem a todos os grupos de animais: aves, répteis, peixes e mamíferos.

 

Água é tudo.

Com tanto calor devemos ter cuidado muito especial com uma coisa que acontece com muita freqüência nessa época do ano, a desidratação, é necessário que se esteja muito atento às atitudes do animal durante todo o dia e que sejam feitas trocas freqüentes de água, isso irá motivar o animal a beber mais água e o mantém hidratado.

 

Passeios.

Devemos também ter muito cuidado referentes aos horários de passeio, devemos evitar os horários de maior incidência dos raios solares são aqueles mesmos horários que servem pra gente. Os horários propícios para um passeio com o seu animal vai das 06h00min às 10h00min e a partir das 16h00min, isso ajuda a combater a desidratação e evita queimaduras nas patas. Como já foi dito aqui em outra ocasião, animais de pelagem clara devem ter cuidados especiais no que diz respeito à exposição ao sol, esses animais têm uma predisposição ao câncer de pele, o que pode ser evitado com o uso de protetores solares específicos para animais. Manter o animal em dia com o veterinário é importante para que sejam evitadas muitas doenças e um diagnostico precoce evita aqueles casos graves de emergência.

 

Que calor!!! : cuidados com as doenças de pele.

O calor também causa problemas nos animais de pelagem curta. Muitos são acometidos por dermatites (doenças de pele), como os Pit Bulls, American Starfordshire e outros animais de pelagem curta. Por isso a qualquer sinal de alguma alteração na pele do animal procure um Médico Veterinário. E para combater o calor, quando o animal estiver muito agitado, mesmo fora dos dias de banho procure dar uma refrescada mesmo com uma mangueira ou um balde. Alguns animais não costumam esperar pelos donos e usam os bebedouros para se refrescarem, batendo as patas no bebedouro, mas cuidado com os excessos, isso deve ser feito fora dos dias de banho, uma ou duas vezes na semana.

 

Tosa de verão

Nesse verão algumas raças de cães sofrem muito por conta da sua pelagem longa, como os poodles, yorkshires, maltês, e outras raças de pelo longo. Nesse verão procure uma tosa que dê mais conforto ao seu animal, uma tosa mais curta irá aliviar muito o desconforto que muitos animais dessas raças têm nessa época do ano, não o submeta aos seus caprichos, lembre-se o que mais importa é a saúde e o bem estar dele. A tosa não o deixará mais feio como muitos possam pensar, muito pelo contrário ele fica com um ar diferente e muito mais aliviado. Cuidados especiais também devem ser administrados com raças de cães de regiões frias, como o São Bernardo e Husky Siberiano, que podem encontrar algumas dificuldades de adaptação, nesse caso é recomendado manter o animal em um ambiente refrigerado e água abundante, o que afinal é regra para todos.

 

Valeu galera espero que essas dicas sejam úteis nesse verão, um abraço!!!!!!!

 

Displasia coxofemural

 

Olá galera!!!!!!

 

Como já foi abordado aqui em outras oportunidades, agora nós vamos dedicar um espaço especial a esta doença que acomete os nossos amigos peludos.

Bem, como já foi dito (quando falamos dos pitbulls) a displasia coxofemural é uma doença ortopédica que tem como principal fator a genética do animal, ou seja, trata – se basicamente de uma doença hereditária e mais freqüente nos cães. Essa doença pode surgir em qualquer raça, mas é mais comum em cães de raças grandes ou gigantes, principalmente Rotwaillers, Filas e Pastores e principalmente animais que têm o crescimento muito rápido e tem ocorrência também em animais de médio porte.

Esta doença tem como característica a má formação da articulação coxofemural, ou seja, a inserção da cintura pélvica no membro traseiro. O que provoca isso é o crescimento anormal do acetábulo (estrutura articular que liga a pélvis ao fêmur) e da cabeça do fêmur. Ou seja, com isso fica prejudicada a articulação da bacia com os membros traseiros, já que não há um encaixe perfeito entre a cavidade acetabular e a cabeça do fêmur.

           

Primeiros sinais

Os primeiros sintomas aparecem por volta do 4º ao 7º mês do animal podendo ocorrer também em animais adultos, por exemplo, os sintomas podem aparecer após o 5º mês e até tardiamente, aos 5 anos de idade, quando o animal é afetado começa a mancar e sentir dor quando anda, principalmente em pisos escorregadios ou superfícies sem certa aderência. Nos casos mais graves a enfermidade chega a comprometer a movimentação das penas traseiras.

           

Doença hereditária

A displasia coxofemural constitui de uma doença hereditária de característica recessiva, o que quer dizer que tanto o macho quanto a fêmea, precisam ter pelo menos o gene para a doença, para que seja possível a expressão da doença nos filhotes, por isso é fundamental que os proprietários fiquem alerta para que não cometam o erro de cruzar animais afetados sem se preocupar com a transmissão, fato este que tornou essa doença cada vez mais comum.

Um animal que tem displasia pode viver normalmente, mas este não deve ser criado para fins reprodutivos. Mesmo um animal sendo normal, sendo os seus pais sendo afetados, este não deve ser utilizado para a reprodução, pois os seus filhotes podem ter problemas.

 

Meios de diagnóstico

Mesmo um cão aparentemente sadio pode ter algum grau de displasia. O diagnóstico de displasia coxofemural pode ser feito por um exame muito simples. Por meio de uma radiografia com o animal em decúbito dorsal (com a barriga para cima) e com as pernas esticadas para trás, este exame pode ser feito a partir dos 12 meses. Essa radiografia só se torna um meio eficaz de diagnóstico quando a ossificação do esqueleto se torna completa. Como a displasia pode provocar dores fortes e os animais mais afetados são grandes, pode ser preciso anestesiar o cão. Geralmente é feita uma anestesia curta, que dura de 10 a 20 minutos, tempo necessário para radiografar o animal. O médico veterinário deve ter muito cuidado no posicionamento durante a radiografia, porque radiografias com mau posicionamento são consideradas inadequadas para se obter um laudo que ateste se o seu animal tem ou não displasia. É preciso ressaltar que existe várias categorias de displasia coxofemural e o médico veterinário deve ser consultado no caso de alguma suspeita pelo dono, assim como qualquer outra adversidade notada no comportamento do animal, pois um diagnóstico no início da doença pode ser o limite entre um tratamento eficaz e o prolongamento do sofrimento do animal.

Tratamento da displasia coxofemural

A displasia da anca pode existir com ou sem sinais clínicos. Não é incomum que os animais que apresentem dor  deixem de senti-la durante alguns anos e que pareça desaparecer por alguns anos para  retornar  quando as alterações  se tornam mais óbvias. Nem  todos os cães com a predisposição genética desenvolverão sinais clínicos, dependendo das condições que se apresentam no crescimento ao animal. A sobrealimentação com dietas de elevado teor energético cálcio, vitaminas, etc. Devem ser evitadas, sobretudo na idade  de crescimento.

Para esclarecer algumas coisas segue figuras de radiografias da articulação coxofemural:

 

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À esquerda articulação normal, À direita articulação com displasia.

 

A confirmação  da displasia da anca antes do tratamento é necessária e tem de ser usada pelo método radiográfico

Tratamento

Bem, antes de falar das formas de tratamento é importante que uma coisa fique bem clara apesar de já ter sido citada, existem diferentes categorias de displasia, o que vai determinar para o médico veterinário, qual medida dever ser adotada, aí vale aquela famosa frase “cada caso é um caso” e merece avaliação individual. A classificação atualmente aceita no nosso país é proposta pela Federação Cinológica Internacional (FCI).

 

Categorias de Displasia Coxofemural

HD - (Categoria A): animal sem displasia

HD +/- (Categoria B): articulação quase normal

HD + (Categoria C): displasia leve

HD ++ (Categoria D): displasia moderada

HD +++ (Categoria E): displasia severa

 

Para se obter um exame  conclusivo este exame é feito no animal com 12 meses de idade. Nas raças gigantes, como o Dogue Alemão,São Bernardo, Mastiff e Mastim Napolitano, este exame deve ser feito com 18 meses. Nestes animais em que a tendência à displasia é grande podem  realizar exames preliminares a partir dos 7 meses de idade, para que o veterinário possa controlar a doença, impedindo que o cão sinta muita dor.

Técnicas cirúrgicas

 

- Osteotomia tripla

A osteotomia tripla é uma técnica cirúrgica corretiva destinada a cães jovens para manter a congruência articular Este procedimento envolve a osteotomia (corte do osso) da pélvis em três locais, no ílio, ísquio e púbis (osteotomia tripla), e rodando o segmento acetabular para promover uma maior cobertura da cabeça femural. O resultado final é uma articulação estável e não dolorosa.

Antes da cirurgia à esquerda, depois à direita

 

 - Prótese total da anca

Os cães que exibem sinais clínicos após a fase do crescimento requerem uma aproximação diferente ao tratamento. É necessário determinar se a situação  pode ser controlada pelo tratamento médico que terá o objetivo de manter o nível de conforto do animal.. Se o tratamento médico for insuficiente então o tratamento cirúrgico é possível. O melhor tratamento cirúrgico é a prótese total da anca. Remove-se o acetábulo danificado e a cabeça femoral e substituindo-os por  componentes comuns artificiais, a dor é eliminada quase por completo. Este procedimento   é muito eficaz e deve ser a primeira escolha para o tratamento da displasia severa da anca.

Prótese total da Anca

Rotwailler de 14 meses.  

A- antes da cirurgia/ B- após a cirurgia/ C- após 2 anos (prótese)

 

- Ablação da cabeça do fêmur

Em alguns casos, esta cirurgia pode ser além dos recursos financeiros de um proprietário do animal de estimação. Uma cirurgia alternativa é a remoção da cabeça do fêmur. Neste procedimento, a cabeça femoral (peça da esfera da junção da anca) é removida. Isto elimina a maioria do osso ao contacto do osso e pode reduzir a dor substancialmente.

Ablação cabeça femur 

Antes da cirurgia à esquerda, depois da cirurgia à direita.

 

Medicação

Quando um cão mais velho exibe os sintomas associados à displasia é frequentemente possível efetuar manutenção do mesmo com o recurso a  medicação. O exercício regular pode ser muito útil e a perda do peso pode ter efeitos dramáticos na quantidade de desconforto sofrida por  um cão.

 

 

Pseudociese

 

Afinal de que assunto se trata? Eu tenho certeza de que muita gente já ouviu falar desse assunto, a pseudociese que também é chamada de gravidez psicológica. Todos nós sabemos do forte instinto maternal de cadelas e gatas, afinal quem já não teve a experiência de tentar tirar um filhote do ninho da mãe e não foi bem recebido? Bem com a gravidez psicológica acontece a mesma coisa, só que a cadela adota comportamentos tipicamente maternais e não está realmente grávida. Com isso constroem ninhos, adotam animais de outras espécies até objetos como chinelos, bichos de pelúcia e cuidam como se fossem a sua cria. O mais curioso disso tudo é que a fêmea, às vezes, apresenta todos esses sintomas sem ao menos ter cruzado.

 

Como suspeitar?

Este quadro é desencadeado por distúrbios hormonais que podem ocorrer até no primeiro cio, e ocorre em 30 dias após o cio. Os sintomas são os mesmos de uma gravidez normal: o animal apresenta falta de apetite no inicio e depois aumento das mamas (em alguns casos secreção de leite), corrimento vaginal, útero palpável, carência e vontade de ficar perto das pessoas, posse e proteção exagerada de alguns objetos e até mesmo comportamento agressivo por proteção maternal.  

 

Conseqüências

O período de gestação psicológica dura aproximadamente 3 semanas, mas pode ser prolongado se o correr a auto-sucção, ou seja, a fêmea mama a si mesma, ou uma coisa que nunca deve ser feita pelo proprietário que é a retirada do leite, o que acarretará uma maior produção do mesmo. Neste caso, as fêmeas correm o risco de desenvolverem a mastite, o que quer dizer, uma inflamação nas glândulas mamarias, pois o líquido presente torna-se um excelente meio de cultura para bactérias, ou seja, reúne  condições favoráveis ao desenvolvimento de bactérias no local, somando que este volume acumulado passa a ser um incômodo. Na mastite, observa-se que as glândulas ficam duras, inchadas e muito doloridas, a cadela não consegue se posicionar deitada e pode ocorrer febre, perda de apetite e apatia em infecções graves. Deve-se fazer uma compressa de água quente para desinflamar as glândulas mamarias.

 

Prevenção

Existem fêmeas que podem apresentar gestações psicológicas freqüentes e são sérias candidatas a desenvolverem tumores mamários e infecções uterinas graves (piometra). Para essas fêmeas a forma mais indicada de prevenção é a castração, com isso preservamos o animas dessas doenças que ocorrem com a pseudociese, e pelo fato de que a gestação psicológica se repetirá em cada cio. Outra forma de reverter os sintomas é o uso de hormônios como forma de tratamento, mas os riscos dos efeitos colaterais desses remédios levam a preferência por medicamentos mais seguros, não-hormonais, que já existem no mercado, e também se faz uso de antibióticos. Normalmente cadelas com pseudociese, são fortes candidatas a tumores mamários, normalmente benignos, a partir de 7 anos de idade. Para ter certeza do quadro de gravidez psicológica deve-se levar o animal ao veterinário, pois isso pode acarretar em problemas mais sérios. Mas no geral, não é caso para pânico, apenas requer uma observação mais cuidadosa do comportamento do animal e acompanhamento medico - veterinário.   

 

 

 

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